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Pensamentos noturnos 



Quando a dor se anuncia, as janelas se fecham,
Todos os anos ela chega, e aos poucos as cores cedem seu espaço aos dias cinzas e melancólicos,
Chove lá fora e arde aqui dentro.
Aos poucos, o sorriso se fecha e da lugar ao silêncio,
O olhar se distancia e fica aflito.
O rosto torna-se a morada de lágrimas e o travesseiro, confidente de dias difíceis.
Todos os anos ela veste-se de sua fortaleza e caminha solitária em sua dor.
Abafa sua marcante alegria para centrar-se em uma única coisa,
Suportar um corpo que dói.
Dor que caminha por todos os lados,
Dor que clama, inflama, chama,
Dor que cala, abala, avassala,
Dor que grita, suplica, agita,
Dor que pede, que manda, que obriga.
É um caminho solitário,
Um rio de memórias,
Um sussurro da alma,
Pede por mim,
Um dia a mais.






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