Bordando compreensões dos ciclos internos...
Joy
Quando aspectos intra-psíquicos constelam no indivíduo, causando reações incompreensíveis a razão, a moral, a lucidez socialmente aceitos, parece-nos trágico o drama apresentado no palco da vida.
Entretanto, o caos instalado, possuído de tensão psíquica, busca por si só escoar aquilo que se movimenta interiormente. É de necessidade de sua natureza o ato de transbordar.
Ao indivíduo minimamente atento, consciente de seu mundo interno, mergulha em sua obscuridade, ancorado em sua intuição, instinto e natureza, utiliza-se de um saber quase alquímico, buscando a sua volta formas de curar-se...
Equalizada a energia psíquica, pode então mergulhar em seu silêncio, no núcleo de sua tempestade, banhar-se de calmaria, pode por fim, observar a si mesmo com neutralidade, destituído de julgamento, acolher a si mesmo como uma mãe acolhe um filho quando se sente ferido, banhando-o de afeto, de compreensão, afaga-lhe o peito como quem diz: “está tudo bem, já passou, eu estou aqui”.
Toda tensão, gera uma contra-força de quietude, todo evento adverso, irracional, revela um salto no abismo, um salto em si mesmo, um degrau a mais de crescimento, amadurecimento em espiral.
Todo ato destrutivo, todo caos, carrega em si, os novos brotos que já germinavam em seu inconsciente.
Joy
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