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Mostrando postagens de 2012
Pelos olhos Dela Naquela noite enluarada, algo de mágico acontecia, Mesmo sem uma chance, mesmo sem poder continuar, Ela deixou para Ele... Pelos olhos dela, “Tome minha mão e, feche os olhos. Siga-me nesta viajem sem volta Dispa seus medos Desarme seus anseios Dê as costas para as sombras... Vista-se desta Luz diante de Ti Inunde-se de Coragem e siga-me, Diante de Ti tem um Universo ao qual não é preciso se esconder Dentro de Ti, há todas as armas, todas as virtudes, toda a Força necessária, todo o amor latente. Veja pelos meus olhos... Os Teus! Veja todas as cores que pode ser, Veja todos os Dragões que pode Vencer Veja a Imensidão do teu Ser. Veja além... Tome minha mão,  Segue em frente, segue cantando... Pelos olhos seus, escute... Dentro reside a essência mais verdadeira, mais limpa, mais profunda. Não é preciso Medo! Acreditar Ousar ultrapassar todas as sombras,  Em espirais de entusiasmo O perfume que dela exala, deixando seus segredos, ...
Todos os dias sou um anônimo... Sirvo a pessoas que não conheço, que não vejo, que não crio vínculos. Porém, estas vem a mim com necessidades mais ou menos graves, de acordo com seus pontos de vista, e do que entendem por gravidade, risco, necessidade, prioridade na vida de cada um! Ao longo desta breve experiência, o de servir pessoas, pude perceber suas peculiaridades, seu modo, sua forma de expressão... Contudo, independentemente do que sinto, penso, acredito e quero, devo servir! Sempre um anônimo, onde apenas tenho como instrumento a voz, o som! Já servi em momentos em que lágrimas caíam, com a angustia de não poder fazer mais por quem a mim necessitava e depositava confiança. Ao contrário, também já servi em meio a desalentos do corpo e da alma e que, devia mover montanhas para por de lado as tempestades internas de modo que a coisa mais importante da vida naquele exato momento, era o de servir! Também, já servi com a mais doce e generosa expressão de amor apenas semeada ...
"Para momentos de Guerra uma Espada, para momentos de Paz uma Pena." Venho de muito distante, De um Tempo que não se mede. Velhos questionamentos continuam vivos desde então... Em uma solitária caminhada, solitários também foram seus pensamentos Talvez estes, são os únicos aos quais acompanhavam aquele Cavalheiro. Viajante, muitas impressões tomou em seus caminhos, quanto mais via, proporcional vinham algumas lágrimas. Reflexionava o Bravo Guerreiro, Nem todos os caminhos que levam ao seu Dever são perfumados. Lágrimas fazem parte da beleza Sentimentos tomavam aquele Cavalheiro E sozinho, observando... Alguma dor tomava-lhe o peito  A vida lhe ensinara que poucas coisas são verdadeiramente profundas, a grande maioria, permanecera rasa por toda uma Eternidade. Ele não compreendera a linguagem, tampouco sentia alguma verdade em outrem. Quanto mais escutava, mais vazia tornavam-se as palavras, tão solitárias e incompreensíveis, tomadas por ...
Ao mistério dos Encontros Nos caminhos de que uma Alma percorre Nenhuma certeza, nem um sinal... Com grandiosa inquietude, não se satisfaz com o passageiro Fareja caminhos de vaga compreensão Nos caminhos de tantas Almas, Desconhecemos as razões de seus encontros Desencontros... Alguns, sempre estiveram e reencontram com alguma certeza Inexplicavelmente certas Concebidas de apenas uma mensagem A de que apenas sabe! Que dirá o Tempo quando outros Tempos vive a Alma Apenas destinadas a passarem E a se encontrarem Sem marcar o momento, nem o seu tempo Ela Encontra aquilo de que veio buscar. Quem compreenderá suas razões não entendidas racionalmente  por Ela Tampouco saberá que ela Sabe o que quer, e o fará quer queira ou não,  Neste, ou em outro Tempo... Nos caminhos de que uma Alma percorre, Apenas siga-a Não questione o que ela lhe põe afrente  De uma forma ou outra, sem marcar hora Almas se encontram e se reconhecem...
Retalhos Aqui tenho uma colcha dos retalhos da vida... Um a um foram unidos, compondo uma história, a de vida que teci! Linhas muito frágeis passaram por esta vida, traçando cada pedaço, cada nó, mais ou menos apertados Por vezes, foram interrompidos... Esperaram por um toque de suavidade, por compreensão. Outros, Foram tecidos de dor mas concebidos com amor. Pensava por vezes não ter retalhos o bastante, por outras, que a linha pudera  partir-se e, jamais uniria-se novamente. Mas, de pedaço em pedaço se fazia esta vida De alma ferida, de lágrimas sinceras viviam cada retalho,  Imprimindo pouco a pouco traços de uma sabedoria adquirida  De cores definidas passaram a viver Impulsionados por alma Valente Ventos perfumados afrouxava nós, tornando o que sufocava no mais livre fio de vida... Entendeu-se enfim, uma colcha, Viu em si, uma jornada de traços e marcas que de tão profundas A tornou o que nascera pra ser, uma Vida Inteira!...
Para tudo aquilo que vejo no silencio de meus pensamentos, Cabe apenas os instantes onde o que se expressa, se enaltece o verdadeiro. As reflexões que me tomam, advém de observações acerca do comportamento vazio expressado por um tipo de ser humano, que esqueceu-se que é humano... De indiferença, vive o homem de hoje. De urgência são vividos seus dias, onde o deus que toma-lhe conta é o tempo cronológico! Este homem emprega toda sua vida e preocupações no efêmero tic-tac criado por ele mesmo... E em sua própria armadilha vive, ou melhor dizendo, morre! Pouco a pouco tem morrido o homem de que hoje falo, uns morrem mais rápido, ainda em sua juventude cronológica, outros acabam por morrerem ao darem-se conta de que os caminhos que percorreu durante muito tempo, não lhe levaram a lugar algum, ou melhor, não lhe levaram aos caminhos humanos, aos caminhos dos sentimentos verdadeiros, dos laços e da plenitude! Ao homem de hoje, cabe apenas as horas externas vivenciadas pelas tam...
‎"Transforma tuas lágrimas em notas musicais" Se, me desfaço é para depois recompor-me Se, mergulho no mais profundo é para extrair o melhor Se caem as lágrimas, é porque as vivências assim o exigiram Se tu caminhas comigo e nos entrelaçamos, é porque vós sabes trazer a calma é a paz que anseio Se em teu brilho elevo meu olhar na solitária escuridão, é para buscar teus sábios conselhos  Se tua solidão enamora-se da minha, é porque sabes dizer o indizível e juntas, sabemos nos compreender Se teus lábios sussurram as mais sublimes fragrâncias, é porque ousei apreciar-te Se dançamos em meio ao vazio, é porque soubemos deslizar no áspero da vida com graça e paciência Se nesta canção tu sorris, é porque nada mais precisas para ousar propor-te a contradança... Entrelace tuas mãos nas minhas, esta noite seremos apenas nós.
Sem Reservas Entrego em tuas mãos, oh Senhor... Em teu altar suplico tua Divina Graça Sem reservas caminhei, sem reservas lutei. Sangrei até converter-me em Fogo. Busquei no mais profundo e obscuro abismo, desprender sem reservas toda força em mim desconhecida. Entrego em tuas mãos Senhor... Sob a tua Luz, ajoelho-me e lhe ofereço tudo, sem reservas, sem dúvidas. Me convertendo em Espada, verticalizando todo e qualquer obstáculo, com golpes precisos de Vontade, foram um a um caindo sobre o Campo de Batalha. Em teu altar, desnuda diante de teus olhos me silencio em teus braços, para o Tempo Justo a Florescer. Nada mais, nada menos.
Encantos... Teus encantos não são mais que cantos cantados as almas  Para os que cantam a Alvorada Encantados com as caricias  Agraciadas dos que silenciam Teus cantos na alma.

Olhares

Silenciosamente observava A vida que passava Entre anos, vidas e mundos...
Cavalheiro Dedico estes versos a ti... Destinto dentre os homens, senhor de nobre coração Faz de tua morada, toda dignidade deste altar Face luminosa, reflexo de retidão Tuas mãos oram em cada movimento De tua boca, apenas o justo, o belo, o necessário Teus olhos veem além, água límpida de um viajante que semeia virtudes Nobre Cavalheiro, senhor do Sol,  Carregas tua Alma  Protetora dos Valentes, inspiradora dos mortais A Velar por vós, nos campos de batalha Virtuoso Senhor, amado guerreiro Portador da Vontade, Embainha tua espada e oferece aos Deuses. Soldado de asas, A Serviço da humanidade.
Quando o peito aperta... Quando o peito aperta, quando a respiração fica difícil, Não há outro remédio a dar-lhe, É preciso torcê-lo, Deixar que chore, o quanto quer, como que, o tempo que necessitar Até a última gota secar, até não ter nada mais... Quando o peito aperta, é preciso abrir as janelas, Deixar entrar o ar, E assim, junto com ele, a claridade, a luz, o sol. Quando o peito aperta, é preciso parar, Escutá-lo, dar-lhe atenção, carinho, ninho... Quando o peito aperta, é sinal de que desapercebidamente deixamos de fazer a manutenção. Ele, deveria ser, nossa maior prioridade, nosso maior bem, tesouro único e Senhor dos Senhores! Nosso guia, nosso ancião, nosso elo com o Divino. Quando o peito aperta, é preciso fazer um exame de consciência, Organizar a casa, jogar o lixo fora, tirar o pó, lavar os vidros, guardar cada sentimento em seu devido lugar... Quando o peito aperta, temos que nos por a sós, Calar, silenciar, nos recordar, Ouvir, nos voltar para dentro. ...
O manto negro da noite cobre os campos de Batalha Onde repousam os Guerreiros Cansados mas, felizes por um dia mais Servirem aos Deuses Aos Ideais Nobres pelos quais Vivem e Morrem Aos seus Escudos, As suas Espadas Unindo Céus e Terra, Verticalizando e semeando Justiça Repousam os Guerreiros, Sonham o Fogo Ajoelham-se ante a Glória fortificadora A Serviço da Humanidade Véus de doçura Cantam a Aurora O grito A marchar rumo as Estrelas Luz Divina Habitante dos Bravos.
Relacionamentos... "E... fico a pensar... Porque alguém necessita de um relacionamento? Conveniência? Modismo? Cultura? Carência? Vaidade? Aparência? Temo que as pessoas tenham se esquecido delas mesmas, para se perderem nas aparências, nos modismos, nas tendências impostas pelo superficial mundo consumista... Nada se aprofunda, nenhuma relação resiste a comportamentos saturados de competições sobre o feminino e o m asculino, sobre quem manda em quem, quem é mais que quem, quem é o dominante e quem é o dominado! Se, é necessário se ajustar a este desequilíbrio de papeis, de identidade, da natureza, de valores... Se, é necessário se ajustar ao ter e, deixar o Ser de lado, se, é necessário se ocultar e se anular para se ter algo... Qual é então a verdadeira necessidade de ser relacionar? Quem estamos querendo enganar? A maioria se apavora na possibilidade de ficar sozinho, assombra a solidão, e com ela, vem os medos, as angustias, o vazio e, deparamo-nos com o que mais tememos....
Relações Humanas... E me vejo, em plena madrugada... Mais uma vez, na companhia de meus pensamentos, reflexões sobre tantas coisas da Vida O som da chuva que cai lá fora, a musica que sempre me inspira a escrever Os pensamentos que me tomam hoje, é sobre as relações humanas Esta tão delicada arte que, alguns tem paciência, alguns se encantam, outros estudam E aos que a vivem... São poucos! O Universo que habita no outro, é tão surpreendente, tão instigante, tão profundo e cheio de curvas... Seus caminhos, levam ao mais obscuro abismo Ou, levam ao mais elevado dos céus Trazem formas e cores, proporções únicas e genuínas Tão suas, tão intimas, tão límpidas. Ao olhar nos olhos de outrem, faz-se necessário olhar além Nos conceder a embarcar neste desconhecido olhar Buscar ver com seus olhos, com que cores pinta sua Obra Prima A Vida... Faz-se necessário nos aventurarmos no outro Camada por camada Como pensa, porque assim o pensa, Como se porta, como respira, como compr...
Para além de tudo aquilo que fui Nenhum vento foi em vão Nenhuma folha seca  Nenhum galho quebrado Apenas suspiros e afagos Sussurrando a Aurora que se anunciava