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Mostrando postagens de setembro, 2012
Todos os dias sou um anônimo... Sirvo a pessoas que não conheço, que não vejo, que não crio vínculos. Porém, estas vem a mim com necessidades mais ou menos graves, de acordo com seus pontos de vista, e do que entendem por gravidade, risco, necessidade, prioridade na vida de cada um! Ao longo desta breve experiência, o de servir pessoas, pude perceber suas peculiaridades, seu modo, sua forma de expressão... Contudo, independentemente do que sinto, penso, acredito e quero, devo servir! Sempre um anônimo, onde apenas tenho como instrumento a voz, o som! Já servi em momentos em que lágrimas caíam, com a angustia de não poder fazer mais por quem a mim necessitava e depositava confiança. Ao contrário, também já servi em meio a desalentos do corpo e da alma e que, devia mover montanhas para por de lado as tempestades internas de modo que a coisa mais importante da vida naquele exato momento, era o de servir! Também, já servi com a mais doce e generosa expressão de amor apenas semeada ...
"Para momentos de Guerra uma Espada, para momentos de Paz uma Pena." Venho de muito distante, De um Tempo que não se mede. Velhos questionamentos continuam vivos desde então... Em uma solitária caminhada, solitários também foram seus pensamentos Talvez estes, são os únicos aos quais acompanhavam aquele Cavalheiro. Viajante, muitas impressões tomou em seus caminhos, quanto mais via, proporcional vinham algumas lágrimas. Reflexionava o Bravo Guerreiro, Nem todos os caminhos que levam ao seu Dever são perfumados. Lágrimas fazem parte da beleza Sentimentos tomavam aquele Cavalheiro E sozinho, observando... Alguma dor tomava-lhe o peito  A vida lhe ensinara que poucas coisas são verdadeiramente profundas, a grande maioria, permanecera rasa por toda uma Eternidade. Ele não compreendera a linguagem, tampouco sentia alguma verdade em outrem. Quanto mais escutava, mais vazia tornavam-se as palavras, tão solitárias e incompreensíveis, tomadas por ...
Ao mistério dos Encontros Nos caminhos de que uma Alma percorre Nenhuma certeza, nem um sinal... Com grandiosa inquietude, não se satisfaz com o passageiro Fareja caminhos de vaga compreensão Nos caminhos de tantas Almas, Desconhecemos as razões de seus encontros Desencontros... Alguns, sempre estiveram e reencontram com alguma certeza Inexplicavelmente certas Concebidas de apenas uma mensagem A de que apenas sabe! Que dirá o Tempo quando outros Tempos vive a Alma Apenas destinadas a passarem E a se encontrarem Sem marcar o momento, nem o seu tempo Ela Encontra aquilo de que veio buscar. Quem compreenderá suas razões não entendidas racionalmente  por Ela Tampouco saberá que ela Sabe o que quer, e o fará quer queira ou não,  Neste, ou em outro Tempo... Nos caminhos de que uma Alma percorre, Apenas siga-a Não questione o que ela lhe põe afrente  De uma forma ou outra, sem marcar hora Almas se encontram e se reconhecem...
Retalhos Aqui tenho uma colcha dos retalhos da vida... Um a um foram unidos, compondo uma história, a de vida que teci! Linhas muito frágeis passaram por esta vida, traçando cada pedaço, cada nó, mais ou menos apertados Por vezes, foram interrompidos... Esperaram por um toque de suavidade, por compreensão. Outros, Foram tecidos de dor mas concebidos com amor. Pensava por vezes não ter retalhos o bastante, por outras, que a linha pudera  partir-se e, jamais uniria-se novamente. Mas, de pedaço em pedaço se fazia esta vida De alma ferida, de lágrimas sinceras viviam cada retalho,  Imprimindo pouco a pouco traços de uma sabedoria adquirida  De cores definidas passaram a viver Impulsionados por alma Valente Ventos perfumados afrouxava nós, tornando o que sufocava no mais livre fio de vida... Entendeu-se enfim, uma colcha, Viu em si, uma jornada de traços e marcas que de tão profundas A tornou o que nascera pra ser, uma Vida Inteira!...
Para tudo aquilo que vejo no silencio de meus pensamentos, Cabe apenas os instantes onde o que se expressa, se enaltece o verdadeiro. As reflexões que me tomam, advém de observações acerca do comportamento vazio expressado por um tipo de ser humano, que esqueceu-se que é humano... De indiferença, vive o homem de hoje. De urgência são vividos seus dias, onde o deus que toma-lhe conta é o tempo cronológico! Este homem emprega toda sua vida e preocupações no efêmero tic-tac criado por ele mesmo... E em sua própria armadilha vive, ou melhor dizendo, morre! Pouco a pouco tem morrido o homem de que hoje falo, uns morrem mais rápido, ainda em sua juventude cronológica, outros acabam por morrerem ao darem-se conta de que os caminhos que percorreu durante muito tempo, não lhe levaram a lugar algum, ou melhor, não lhe levaram aos caminhos humanos, aos caminhos dos sentimentos verdadeiros, dos laços e da plenitude! Ao homem de hoje, cabe apenas as horas externas vivenciadas pelas tam...