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Mostrando postagens de 2017
Pensamentos Noturnos Segredos inconfessáveis que tua pele guarda... Teus poros exalavam um jazz suave como quem se deleita numa nota conhecida, de texturas e aromas de velhos drinques Teu gosto já familiar, despertava todas as aventuras das tuas curvas, De gole em gole, te beber ardentemente até que embriague teus sentidos Até que esgote a ausência do tempo Transitar na tua pele, é alcançar toda cumplicidade no silêncio dos teus olhos Mergulhar em teus segredos é conquistar a singularidade de um jazz a dois... Na memória daquela noite, deixo em teus lençóis apenas o perfume no ar, como a certeza de que a música alcançou seu propósito, Esgotar a saudade da tua pele. JAG
Signal Recebi um mapa do Senhor do Tempo, Diz ele que nada vem ao acaso, pregou-me uma peça Trouxe-me um tesouro, mas não me deu instruções Pediu para ficar numa distância segura, afim de não afugentar tal espécie rara Concedeu-me a dádiva da paciência, a sabedoria de que tudo tem o seu tempo para cicatrizar Pouco a pouco houve alguma aproximação, um gesto, um olhar Abri meu oceano, minha alma, meus segredos Acolhi sua dor, seu temor, sua desesperança Adocei seus lábios, queimei seus desejos, silenciei seus medos Olhos que olham veem além da tempestade Invade e avança Sem instruções, aprendi a respeitar os mistérios do Tempo e do mapa, Costura seus fios no silêncio da noite Borda nas entranhas da vida toda sua graça e leveza Faz das certezas uma colcha de ilusões Incendeia em gozo com sua magia Ensina com seus gracejos toda arte do seu lirismo Surpreendido, tesouro tão raro e muito machucado Recita versos por seus poros, Olhar quieto, vez...
Todo seu Ser Conheci um menino homem,  Não era qualquer menino, aquele que aos meus olhos brilhava Era ele, aquele que horas sorria, oras observava, horas se ocultava Seus olhos tanto dizia, brilhantes como o fogo, claros como água límpida, profundos como oceano Do pouco que me permitia adentrar, colhi algumas memórias... Dizia-me: "Se pelo menos fizer em vida, uma única música que tocasse profundamente alguém, já serei feliz!" Mal sabia, que ele próprio é a música mais bela e mais tocante que já vi, Há tantas tonalidades em cada fresta de seu ser, Tantas texturas que seus estados de ânimo expressa a cada dia, Suas notas vibrantes e intensas transcendem qualquer explicação, Muito embora, nada era preciso explicar, apenas... Silenciar! Ele é capaz de mergulhar no mais sombrio dos oceanos, Filho de Áries, ou é tudo, ou é nada! Seu poder de destruição carrega de modo velado, todo potencial de transcendência,  Numa eterna luta, entre Céus e In...
Desencontros II Quando olhamos para trás Quando folhamos cada página de nossos encontros Desencontramos as palavras Desencontramos os olhares Desencontramos a força que tudo sustenta Encontramos o silêncio Encontramos as perguntas Encontramos a floresta queimada Quando olhamos tudo, e quase nada faz sentido Perdemos os passos Perdemos a memória Perdemos o trivial Perdemos o caminho O que faltou? Um pouco mais de verdade Um pouco mais de tentativas sinceras Um pouco mais de simplicidade Um pouco de perdão... Nossas escolhas vão por caminhos sinuosos Tampouco lamentam-se ou reconhecem o que já foi Não sabem olhar direito, não sabem ajoelhar-se diante do que se quebrou É uma lástima perceber um olhar como esse Fadado a perder-se naquilo que consome, some, omite Apenas serão flores quando fores Quando calar Quando não houver o amanhã. JAG
Permita que eu te ame... Ha muito, observo sobre a temática "relacionamentos", nunca vi tantas pessoas fechadas ao amor (muito embora, falamos em seu nome diariamente), com o argumento de que já sofreram tanto que hoje, posicionam-se "fechados", acreditando ser essa a melhor postura diante de histórias que lhes foram doloridas. Temos medo de sofrer tudo de novo, temos medo do que vamos encontrar, e tendenciosamente já condenamos possibilidades que batem à nossa porta, com a justificativa de que acontecerá a mesma coisa, assim como ocorreu com os relacionamentos anteriores! Hoje, ninguém "paga pra ver"!  Houve uma vez, que "paguei pra ver", pois sigo contra toda e qualquer postura de vida que me torne engessada e com medo de viver os sentimentos!  Quando perdemos o medo de vivenciar a dor, nos tornamos mais libertos de aspectos enraizados culturalmente, visto que somos ensinados a "remediar"tudo que dói.  Usamos as...