Todo seu Ser
Conheci um menino homem,
Não era qualquer menino, aquele que aos meus olhos brilhava
Era ele, aquele que horas sorria, oras observava, horas se ocultava
Seus olhos tanto dizia, brilhantes como o fogo, claros como água límpida, profundos como oceano
Do pouco que me permitia adentrar, colhi algumas memórias...
Dizia-me: "Se pelo menos fizer em vida, uma única música que tocasse profundamente alguém, já serei feliz!"
Mal sabia, que ele próprio é a música mais bela e mais tocante que já vi,
Há tantas tonalidades em cada fresta de seu ser,
Tantas texturas que seus estados de ânimo expressa a cada dia,
Suas notas vibrantes e intensas transcendem qualquer explicação,
Muito embora, nada era preciso explicar, apenas... Silenciar!
Ele é capaz de mergulhar no mais sombrio dos oceanos,
Filho de Áries, ou é tudo, ou é nada!
Seu poder de destruição carrega de modo velado, todo potencial de transcendência,
Numa eterna luta, entre Céus e Inferno...
Toda guerra que o assombra, é apenas o sopro da Vida
Chama que arde, chama que invade, chama amor
Na trama da vida, toda sombra contém luz
E quando compreender que somente o fogo forja meninos em homens,
Saberá fazer uma música, que antes de tocar alguém profundamente,
Tocou e transmutou a si mesmo,
Forjada no áspero de suas tormentas,
Límpidos e autênticos acordes,
Que somente o Tempo ensina.
Conheci um menino homem,
E está tudo bem, ele é o que é, ainda bem!
Porque se não fosse ele mesmo,
Seria mais um, como todos os outros...
Mas era ele, composto de todas as notas possíveis,
A mais bela das músicas, e eu aprendi a observar seus rítmos
E olhando cada alternância, achar belo
Aquele menino
Homem.
JAG.
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