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Para tudo aquilo que vejo no silencio de meus pensamentos,
Cabe apenas os instantes onde o que se expressa, se enaltece o verdadeiro.
As reflexões que me tomam, advém de observações acerca do comportamento vazio expressado por um tipo de ser humano, que esqueceu-se que é humano...
De indiferença, vive o homem de hoje.
De urgência são vividos seus dias, onde o deus que toma-lhe conta é o tempo cronológico!
Este homem emprega toda sua vida e preocupações no efêmero tic-tac criado por ele mesmo...
E em sua própria armadilha vive, ou melhor dizendo, morre! Pouco a pouco tem morrido o homem de que hoje falo, uns morrem mais rápido, ainda em sua juventude cronológica, outros acabam por morrerem ao darem-se conta de que os caminhos que percorreu durante muito tempo, não lhe levaram a lugar algum, ou melhor, não lhe levaram aos caminhos humanos, aos caminhos dos sentimentos verdadeiros, dos laços e da plenitude!
Ao homem de hoje, cabe apenas as horas externas vivenciadas pelas também exigências externas criadas para que ilusoriamente o fizesse sentir-se parte integrante de um também ilusório "grupo"... Assim os dias externos vão passando, e passando vão os homens...
Tristemente apenas passará fora, por todos os anos que lhe cabe morrer!
Com ele, uma sucessão de mortes lhe ocorrerá.
Morrem os relacionamentos, as amizades, os sentimentos, e os seus sonhos, estes são os que mais sofrem com a morte!
A este homem, cabe-lhe apenas o passar...
Ao contrário, se o homem de que passa, adentrar em si mesmo, indagar-se num diálogo verdadeiro acerca do que sente, do que gostaria de viver, dos sonhos que o impulsiona viver de modo a sentir-se realmente vivo, de modo a sentir que cada dia é um e que as horas são-lhe únicas pois, únicas são também as oportunidades...
Ao homem que adentra em seu próprio coração, externamente fará o mesmo, adentrará no coração das coisas, das pessoas, da natureza e da Vida!
Quando este homem integra-se no coração da Vida, todas as coisas que vive, acontecem fora, pois antes aconteceram dentro...
Este homem, é um pequenino universo, dentro de um Universo maior.
Então, sendo uma e a mesma coisa, em proporções diferentes, este homem não "passa"mas... É!
E o que verdadeiramente importa?
Importa que não passemos pela vida mas que sejamos a Vida.
O Tempo? Ah o Tempo...
Caminhemos de mãos dadas com esse Divino Tempo, o tempo do coração, o tempo que não conta, o tempo que não está, o tempo que não passa!
Caminhemos de mãos dadas com a Vida, e esta nos ser-lhe-a nosso melhor e mais profundo momento... Eternidade!






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