"Para momentos de Guerra uma Espada, para momentos de Paz uma Pena."
Venho de muito distante,
De um Tempo que não se mede.
Velhos questionamentos continuam vivos desde então...
Em uma solitária caminhada, solitários também foram seus pensamentos
Talvez estes, são os únicos aos quais acompanhavam aquele Cavalheiro.
Viajante, muitas impressões tomou em seus caminhos,
quanto mais via, proporcional vinham algumas lágrimas.
Reflexionava o Bravo Guerreiro,
Nem todos os caminhos que levam ao seu Dever são perfumados.
Lágrimas fazem parte da beleza
Sentimentos tomavam aquele Cavalheiro
E sozinho, observando...
Alguma dor tomava-lhe o peito
A vida lhe ensinara que poucas coisas são verdadeiramente profundas,
a grande maioria, permanecera rasa por toda uma Eternidade.
Ele não compreendera a linguagem, tampouco sentia alguma verdade em outrem.
Quanto mais escutava, mais vazia tornavam-se as palavras, tão solitárias e incompreensíveis,
tomadas por uma incerta intenção, caminhavam desconexas.
Igualmente vazias tornavam-se as pessoas, que esquecidas do velho caminho,
passaram a seguirem coisas também vazias.
O velho Cavalheiro, já muito cansado, pouco a pouco recolhia-se em seus pensamentos
Em sua solitária caminhada, percebera que se algo podia fazer por tudo o que vira
convertendo os vazios caminhos em beleza, algum sorriso tomaria os lábios de quem o visse.
Pôs-se a meditar sobre sua descoberta...
Pouco a pouco, alguns traços deixava no amarelado papel que guardara por muito tempo.
Seus dias passavam entrelaçados em ondulações de versos e pensamentos,
vinham e iam como vento ante a tempestade que se prepara.
Seus traços estavam cheios de dor convertidos em cores vibrantes e leves,
sua simplicidade e sensibilidade, traçavam momentos de sua solitária caminhada
onde apenas Estrelas lhe iluminava escuridões e medos.
Ouvia musica em cada traçado de sua singela Pena,
Outras vezes, o som do golpe certeiro de uma Espada.
E habilmente tudo que de suas mãos saiam, ordenava-se nos mais doces versos...
Não era qualquer Guerreiro este velho Cavalheiro de que solitariamente caminha no Tempo.
Tampouco de bronze era sua armadura.
Com passos firmes e precisos, caminhava com maestria e honradez
Sem colecionar vaidades, passava quase desapercebido, porém, suas marcas anunciavam
que por aqueles caminhos passara.
Pouco sabem ao certo de sua história, nem mesmo um nome
Apenas traços que ao vento foram espalhados
De uma velha e solitária caminhada,
Aqui jaz lapidada.

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