Pausa...
Depois de grande jejum, retorno à este cantinho sagrado, onde compartilho com rostos desconhecidos aquelas coisas que temos dentro.
Compreendi que, sendo o Tempo o Senhor das colheitas das experiências vividas, naturalmente me reservei uma longa Pausa...
Muitas vezes, quando nos ausentamos da escrita, não é porque nada temos a dizer, mas, é preciso Viver algumas coisas, tirar as experiências dos acontecimentos, nos permitir silenciar algumas inquietações, apreciar as pequenas coisas que nos cercam.
Então, faz-se necessária a Pausa...
Os ponteiros do relógio da vida, nos torna demasiadamente e excessivamente acelerados, tratando todas as coisas como emergência, tornando tudo de forma rasa e imparcial, deixando nós mesmo no esquecimento, empoeirados com o tempo.
A emergência de que mais anseio, é a de esvaziar e matar a cede de escrever!
Não fora de toda forma inconsciente esta pausa, de modo a tornar-me indiferente, mas sim, para que saiam as melhores palavras, as melhores reflexões, o momento deve ser reservado e executado de forma Sagrada...
Reservar o nosso melhor tempo para nossa Alma, assim deve ser.
Permitam-me regressar ao Tempo da Alma, sem almejar os louros da vaidade, permitam-me regressar à este cantinho, e pouco a pouco, desenferrujar de uma longa Pausa, exercitando e discorrendo sobre as aventuras vividas por aí...
A grande riqueza que a vida nos concede, está em toda parte, em todos os acontecimentos, em todas as pessoas que passam por nós!

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